Nome popular | CÁSCARA SAGRADA |
| Nome científico | Rhamnus purshiana D.C. |
| Família | Ramnácea |
| Parte usada | Cascas secas do tronco e dos ramos. |
| Propriedades terapêuticas | Purgativo. |
| Princípios ativos | Derivados antraquinónicos: predominam os cascarósidos A e B, em menor quantidade os C, D, E e F, aloína e antraquinonas livres. Taninos. Sais minerais. Constituintes amargos. |
| Indicações terapêuticas | Principal indicação: obstipação ocasional (uso aprovado pela Comissão E, German Commission E Monographs, do Ministério da Saúde da República Federal Alemã). |
| Informações complementares Habitat e distribuição Árvore espontânea da região americana do Oceano Pacífico, desde o norte dos Estados Unidos da América até a Colômbia. Constituintes (cont.) Derivados antraquinónicos (8-10%): predominam os cascarósidos A e B, em menor quantidade os C, D, E e F, aloína e antraquinonas livres (crisofanol e emodol). Taninos. Sais minerais. Constituintes amargos. Segundo a F.P. VI, o fármaco seco deve conter 8,0% de heterósidos antraquinónicos, dos quais 60%, no mínimo, são constituídos por cascarósidos expressos em carcarósido A. Farmacologia e actividade biológica Os constituintes antraquinónicos originam acção colagoga e laxante em doses baixas ou acção purgativa em doses maiores. Para as mesmas quantidades de fármaco é mais activo que o amieiro negro. Usos etnomédicos Na obstipação ocasional, disquinésia hepatobiliar. Como purgativo para limpeza intestinal antecedendo exames radiológicos ou intervenções cirúrgicas. Obstipação crônica; os laxantes catárticos, quando se usam sistematicamente, dão habituação. Obstrução intestinal. Gravidez, amamentação (os lactantes podem ter diarréias), crianças menores de doze anos. Estados inflamatórios intestinais agudos (doença de Crohn, colite ulcerosa), dor abdominal de origem desconhecida. Menstruação. Doses excessivas ou o seu uso em pessoas com uma maior sensibilidade ao fármaco, podem produzir espasmos intestinais, náuseas e vômitos. Precauções Usar só a casca envelhecida (pelo menos um ano) ou após aquecimento a 100ºC. Quando é recente pode provocar vômitos e espasmos gastrointestinais devido à existência de compostos sob a forma reduzida. O uso prolongado de derivados antraquinonicaso, além de poderem conduzir a depleção de minerais, nomeadamente a hipocaliemia, pode originar um cólon atônico, sem as haustrações normais, dilatado, por destruição dos seus plexos intramurais. Para o tratamento da obstipação crônica ou habitual, recomenda-se recorrer aos laxantes que aumentam o volume do bolo fecal e a uma dieta rica em fibras. Dose por dia, não mais de 1,5 g.
António Proença da Cunha, Professor Catedrático Jubilado da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra (Setembro, 2005). O texto da CÁSCARA SAGRADA é cópia do descrito no livro "Plantas e produtos vegetais em Fitoterapia", editado pela Fundação Calouste Gulbenkian. Mais informações podem ser obtidas no site do autor A. Proença da Cunha Fonte: http://ci-67.ciagri.usp.br/pm/ver_1pl.asp |
PLANTAS MEDICINAIS: CÁSCARA SAGRADA
terça-feira, 3 de maio de 2011
Guaraná do Amazonas
| Nome popular | GUARANÁ |
| Nome científico | Paullinia cupana Kunth |
| Fotos ampliadas | Site Raintree |
| Família | Sapindaceae |
| Parte usada | Semente (em pó) |
| Propriedades terapêuticas | Tônico estomacal, energético, afrodisíaca, aperiente |
| Princípios ativos | Cafeína, óleo fixo, resina, ácidos, amido, tanino, saponina, teofilian, alantoína. |
| Indicações terapêuticas | Dispepsia, flatulência, diarréia, gases e prisão de ventre |
| Informações complementares Uso medicinal O Guaraná é empregado como potente fator energético. Confere ao organismo ação vitalizante de bem estar. O seu uso diário é um preceito de complemento e higiêne alimentar, estimula as funções cerebrais, aumentando a capacidade intelectual. Experiências demonstraram que datilógrafos foram mais rápidos e tiveram insignificantes números de erros quando fizeram o uso deste suplemento alimentar que é por excelência um fármaco-terapêutico. É tido ainda como tônico estomacal, despertando o apetite, prevenindo e curando perturbações gastro-intestinais, como dispepsias, flatulências, diarréias, gases e prisão de ventre. Com seu uso diário a defesa orgânica se exalta e age contra os elementos causadores dos disturbios fisiológicos. É estimulante mas não leva à excitação, não alterando o ritmo normal do coração, remoçando o organismo e estabilizando a temperatura corporal. Faz restabelecer também as funções sexuais, chegando a ser considerado afrodisíaco por aqueles que dele fazem uso. Usa-se de preferência antes do desjejum ou antes de iniciar qualquer esforço físico ou mental. Um colher de chá em meio copo de água. Deve-se misturar bem o guaraná com açúcar antes de adicionar a água. Uma a duas cápsulas duas vezes ao dia. Referência: O pó de guaraná é um produto comercial encontrado em farmácias. O texto foi extraído de um desses produtos. Março, 2004. Informações complementares (Continuação) Propriedades terapêuticas Tônico, estimulante das funções cerebrais, antiflatulento, antiesclerótico, antidiarreico, afrodisíaco. Constituintes Cafeína, óleo fixo, resina, ácidos, amido, tanino, saponina, teofilian, alantoína. Uso 10g ao dia, em infusão ou decocção. Ou uma colher de sopa do fruto em infusão, duas vezes ao dia. Curiosidades Quem primeiro estudou o guaraná foram os alemães em 1940. A sua origem faz parte do folclórico indígena da Amazônia.
Dr. Luis Carlos Leme Franco (Curitiba, PR), abril 2006. Informações complementares (Continuação) Dados químicos e farmacológicos As sementes do guaraná contém 2,6-7,0 % de cafeína, além de quantidades menores de outros alcalóides com o núcleo de purina (teofilina, teobromina e outros). Foram também isolados taninos ( + - 12%), catequina, amido, gorduras, resinas, saponinas, mucilagem, pigmento vermelho e colina. As propriedades estimulante e adstrigente do guaraná são devidas ao seu alto teor de cafeína e taninos (Leug, 1980, Herman, 1982).
Rosa Lúcia Dutra Ramos, Bióloga (Porto Alegre, RS) Fonte: http://ci-67.ciagri.usp.br/pm/ver_1pl.asp |
PLANTAS MEDICINAIS: ANIS-ESTRELADO
Nome popular | ANIS-ESTRELADO |
| Nome científico | Illicium verum |
| Fotos ampliadas | 1 | 2 |
| Parte usada | Frutos com suas sementes |
| Propriedades terapêuticas | Digestivo, carminativo,anti-espasmódico. |
| Princípios ativos | Óleos essenciais |
| Indicações terapêuticas | Eliminação de gases estomacais e intestinais, cólicas intestinais em recém-nascidos. |
| Informações complementares Origem Sua origem é tida como chinesa. Lord Cavendish foi o primeiro a conhecê-la na China, no século XIX, e quem o introduziu na Europa. Descrição O anis-estrelado é uma árvore que pode chegar a até 10 metros de altura produzindo pequenas flores amarelas. Suas folhas são largas e de verde muito intenso, e o que mais caracteriza esta planta são seus frutos na forma de estrela, sendo que no interior de cada “ponta” existe uma semente. Esta árvore parece com o pé de eucalipto, e pode produzir até 4.000 frutos por colheita. Possui coloração marrom e forte aroma característico, sendo muito mais forte que a erva-doce ou o funcho. A parte utilizada do vegetal são os frutos com suas sementes. Muito rico em óleos essenciais, são utilizados principalmente como aromatizantes. Confusão de nomes Existe uma grande confusão com o nome "anis". No Brasil refere-se ao anis estrelado, só que no resto do mundo o termo "anis" ou "anis-verde" é empregado quando se refere à planta Pinpinella anisum, que aqui no Brasil é chamada de "erva-doce". O anis-estrelado não é muito empregado no Brasil, provavelmente devido ao preço um tanto quanto salgado. Não é cultivado em nosso território, sendo importado principalmente da Europa. Uso medicinal É muito parecida com as ações da “erva-doce”, sendo muito empregado como digestivo e principalmente como carminativo, ou seja, facilita a eliminação de gases estomacais e intestinais, além de ser um excelente anti-espasmódico. É muito comum o chá para cólicas intestinais em recém-nascidos, mas deve-se tomar cuidado com os excessos, pois pode intoxicar as crianças. Outros usos Não temos muitas aplicações do anis-estrelado em nossa cultura, mas pode-se preparar um delicioso chá para ser tomado tanto quente quanto gelado. Pode-se ferver leite com alguns frutos do anis e empregar este leite na produção de bolachas, pães ou outros produtos. Usa-se também para a produção de licores ou outras bebidas alcóolicas. Os chineses utilizam apenas um fruto para temperar pedaços grande de carne, e acreditam que se cozidos juntamente com os frutos do mar evitariam possíveis envenenamentos. É muito empregado pela indústria farmacêutica, de bebidas e perfumaria. O nome Illicium vem do radical latino illicere, que quer dizer “atrair e seduzir”, daí vem o termo em português aliciar. O nome foi dado devido ao aroma forte e agradável que exala, realmente seduzindo as pessoas. Isanete Geraldini Costa Bieski, Farmacêutica, Cuiabá (MT). Julho/2005 Fonte: http://ci-67.ciagri.usp.br/pm/ver_1pl.asp |
PLANTAS MEDICINAIS: ARTEMÍSIA
| Nome popular | ARTEMÍSIA |
| Nome científico | Artemisia vulgaris L. |
| Parte usada | Folhas e flores |
| Propriedades terapêuticas | Antileucorréico, emenagogo, antiespasmódico, febrífugo. |
| Indicações terapêuticas | Dor de cabeça, enxaqueca, artrite, diarréia, perturbação gástrica, insônia. |
| Informações complementares O texto refere-se a ARTEMÍSIA com nome científico Chrysanthemum parthenium Bern. Uso medicinal Antileucorréico, emenagogo, antiespasmódico, febrifugo, para dores de cabeça, enxaquecas, artrites, diarréia, perturbações gástricas e insônia. Infusão - 2 a 3 folhas e 3 a 4 flores em 1 xíc. de chá com água, tomar 1 xíc. por dia. Outros usos Planta ornamental, repelente de insetos. Não deve ser utilizado durante a gravidez, pois exerce forte ação sobre o útero, podendo causar aborto. Sérgio Antonio Barraca (ESALQ/USP), julho de 1999. Fonte: http://ci-67.ciagri.usp.br/pm/ver_1pl.asp |
PLANTAS MEDICINAIS: AROEIRA
| Nome popular | AROEIRA |
| Nome científico | Schinus molle L. |
| Fotos ampliadas | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 |
| Família | Anacardiáceas |
| Sinonímia popular | Aroeira vermelha, aroeira mansa, corneíba |
| Parte usada | Cascas , folíolos, sementes, frutos, óleo resinos |
| Propriedades terapêuticas | Anti-diarréica, antileucorréica, adstringente, balsâmica, diurética, emenagoga, purgativa, estomáquica, tônica, vulnerária, antiinflamatória, fungicida e bactericida |
| Princípios ativos | Óleo essencial: rico em mono e sesquiterpenos. Taninos, Resinas, Alcalóides, Flavonóides, Saponinas esteroidais, Esteróides, Triterpenos, cis-sabinol, p-cimeno, limoneno, simiarinol, alfa e beta pineno, delta-caroteno, alfa e beta felandeno, terechutona |
| Indicações terapêuticas | Azia, gastrite, febre, cistite, uretrite, diarréia, blenorragia, tosse, bronquite, reumatismo, íngua, dor-de-dente, gota, ciática |
| Informações complementares Muitas espécies no Brasil são conhecidas como Aroeira. Destacaremos aqui duas espécies: Schinus molle L. - Foto 1 | Foto 2 | Foto 3 Schinus terebinthifolia Raddi - Foto 4 | Foto 5 | Foto 6 Sinonímia científica para Schinus molle L.Schinus areira L.Schinus molle var. areira L. Schinus angustifolius Sessé & Moc. Schinus huigan Mol. Schinus mole var. argentifolius March. Schinus occidentalis Sessé & MOc. Sinonímia científica para Schinus terebinthifoliaSchinus mucronulata Mart.Schinus weinmanniifolius Mart. Schinus riedeliana Engl. Schinus selloana Engl. Schinus damaziana Beauv. Schinus raddiana Engl. Nome popular para Schinus molleAroeira, Aroeira vermelha, Aguará-Ybá-Guassú (dos Guaranis) Aroeira do Amazonas, Aroeira folha de salso, Aroeira Salso, Corneiba (dos Tupis), Pimenteira do Peru, Anacauíta, Araguaraíba, Aroeira mansa, Fruto-de-sabiá, Pimenteiro, Terebinto, Aroeira-periquita, Aroeira mole.Nome popular para Schinus terebinthifoliaAroeira brasileira, Aroeira vermelha, Aroeira mansa, Cabuy, Cambuy, Fruto-de-sabiá, Aguaraíba, Aroeira da praia, Aroeira do brejo, Aroeira-pimenteira, Bálsamo , Corneíba, Aroeira do Paraná, Aroeira do sertão,Nome em outros idiomasLentisco: EspanholLentisque, poivrier d´Amerique, poivrier du Perou: Francês Califórnia peper tree : Inglês Pimenteira bastarda: Portugal Pfefferstrauch: Alemão OrigemSul do Brasil (alguns autores consideram sua origem peruana)Princípios ativosÓleo essencial: rico em mono e sesquiterpenos, em teor de 1% para as folhas e 5% para os frutos. Taninos, Resinas, Alcalóides, Flavonóides, Saponinas esteroidais, Esteróides, Triterpenos. Para as sementes é citado um teor de óleo fixo da ordem de 14%. O óleo essencial da Schinus terebinthifolius contém: cis-sabinol, p-cimeno, limoneno, simiarinol, alfa e beta pineno, delta-caroteno, alfa e beta felandeno, triterpenos como o ácidomasticodienóico, 3 hidroximasticodiênomico, schinol, terechutona, baicremona e ácido terebentifólico.Uso medicinalAs cascas e folhas secas da aroeira são utilizadas contra febres, problemas do trato urinário, contra cistites, uretrites, diarréias, blenorragia, tosse e bronquite, problemas menstruais com excesso de sangramento, gripes e inflamações em geral. Sua resina é indicada para o tratamento de reumatismo e ínguas, além de servir como purgativo e combater doenças respiratórias. Emprega-se também contra a blenorragia, bronquites, orquites crônicas e doenças das vias urinárias.Seu óleo resina é usado externamente como cicatrizante e para dor-de-dente. A resina amarelo-clara (a qual endurece ao ar tornando-se azulada e depois pardacenta), proveniente das lesões das cascas, é medicamento de larga aplicação entre os sertanejos, como tônico, nos casos em que usam cascas. Em outros tempos, a aroeira foi utilizada pelos jesuítas que, com sua resina, preparavam o " Bálsamo das Missões ", famoso no Brasil e no exterior. A planta inteira é utilizada externamente como anti-séptico no caso de fraturas e feridas expostas. O óleo essencial é o principal responsável por várias atividades desta planta, especialmente à ação antimicrobiana contra vários tipos de bactérias e fungos e contra vírus de plantas, bem como atividade repelente contra a mosca doméstica. Este óleo essencial, rico em monoterpenos, é indicado em distúrbios respiratórios. É eficaz em micoses, candidíases (uso local) e alguns tipos de câncer (carcinoma, sarcoma,etc.) e como antiviral e bactericida. Possui ação regeneradora dos tecidos e é útil em escaras, queimaduras e problemas de pele. Externamente, o óleo essencial da aroeira brasileira utilizado na forma de loções, gels ou sabonetes, é indicado para limpeza de pele, coceiras, espinhas (acne), manchas, desinfecção de ferimentos, micoses e para banho. Em muitos estudos in vitro, extratos da folha da aroeira brasileira demonstram ação antiviral contra vírus de plantas e apresentam ser citotóxicos para 9 tipos de câncer das células. Em banhos é utilizado o decocto da casca de aroeira para combater úlceras malignas. Dosagem indicadaGota, reumatismo e ciática. Banho- ferver 26g de cascas de aroeira em um litro de água. Tomar, diariamente, um banho de 15 minutos, tão quente quanto possível. Um ensaio clínico feito com extrato aquoso das cascas de Schinus terebinthifolius na concentração de 10% aplicado na forma de compressas intravaginais em 100 mulheres portadoras de cervicite e cervicovaginites promoveu 100% de cura num período de uma a três semanas de tratamento. Gargarejos, bochechos, compressas, tratamento tópico de ferimentos de pele ou mucosas, infectadas ou não, cervicite, hemorróidas inflamadas, gengivas inflamadas. Cozinhar em 1 litro de água, 100g da entrecasca limpa e seca da Schinus terebinthifolius, quebrada em pedaços pequenos.Azia e gastrite. Utilizar os frutos cozidos de 2 vezes, cada vez com meio litro de água. Beber em doses de 30 ml duas vezes ao dia. Uso culinárioA pequena semente do fruto da aroeira vermelha, redondinha e lustrosa, inscreve-se entre as muitas especiarias existentes e que são utilizadas essencialmente para acrescentar sabor e refinamento aos pratos da culinária universal. O sabor suave e levemente apimentado da aroeira vermelha, bem como sua bonita aparência, de uso decorativo, permite o seu emprego em variadas preparações, podendo ser utilizada na forma de grãos inteiros ou moídos. No entanto, a aroeira é especialmente apropriada para a confecção de molhos que acompanham as carnes brancas, de aves e peixes, por não abafar o seu gosto sutil. Introduzida na cozinha européia, com o nome de aroeira poivre rose (pimenta-rosa), a aroeira vermelha acrescentou um gostinho tropical à nouvelle cuisine.Outros usosDevido ao alto teor de tanino, é empregada nos curtumes para curtir peles e couros. As folhas maduras passam por forrageiras. No Peru, a aroeira é utilizada após fermentação para se fazer vinagre e bebida alcoólica.Contra-indicaçõesEm todas as partes da planta foi identificada a presença pequena de alquil-fenóis, substâncias causadoras de dermatite alérgica em pessoas sensíveis. Sentar-se à sombra desta aroeira implica grandes riscos, pelos efeitos perniciosos que pode provocar. As partículas que se desprendem de sua seiva e madeira seca podem causar uma afecção cutânea parecida com a urticária, edemas, febre e distúrbios visuais. O uso das preparações de aroeira deve ser revestido de cautela por causa da possibilidade de reações alérgicas na pele e mucosas. Caso isto aconteça, suspenda o tratamento e procure o médico o mais cedo possível.CuriosidadesSeus frutos são utilizados na Flórida para decoração de Natal, o que lhe conferiu a denominação de Christmas-berry. Em 1996, uma patente americana foi criada para um produto feito com o óleo essencial de aroeira brasileira, Schinus Terbinthifolius, como um remédio tópico de ação bactericida utilizado contra Pseudomonas aeruginosa e Staphylococcus aureus para seres humanos e animais (um preparado par nariz, ouvido e peito). A mesma companhia criou uma outra patente em 1997 para um preparado similar usado para limpeza de pele e de ação bactericida.Bibliografia
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PLANTAS MEDICINAIS: BARDANA
Nome popular | BARDANA |
| Nome científico | Arctium lappa L. |
| Fotos ampliadas | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 |
| Família | Compostas |
| Sinonímia popular | Gobô, orelha-de-gigante, bardana-maior |
| Sinonímia científica | Lappa major Gaert. , Arctium majus Bernh. |
| Parte usada | Raiz e folha |
| Propriedades terapêuticas | Depurativa, diurética (eficaz eliminador do ácido úrico), colerética, laxativa, diaforética, anti-séptica, estomáquica, antidiabética, atua nos casos de insuficiência hepática, dermatoses, antibiótico externo principalmente para bactérias gram-positivas |
| Princípios ativos | Óleo essencial até 0,2%, polifenóis, inulina 40 a 50%, mucilagens, lapatina, taninos, sais minerais, princípio antibiótico, ácido clorogênico, vitaminas do grupo B e A, fuquinona, glicosídeos, resina, cálcio, potássio, magnésio, princípio amargo |
| Indicações terapêuticas | Purificador do sangue, afecções reumáticas, queda de cabelo, picadas de insetos, torções, hemorróidas, enfermidades crônicas da pele, acnes, eczemas, pruridos, seborréia da face, herpes, vesícula inflamada, cálculo biliar, hepatite viral, cirrose |
Informações complementares Outro sinônimo científicoLappa tormentosa Lam.Outros nomes popularesErva dos tinhosos, pergamasso, pegamasso, pegamassa, carrapicho grande, carrapicho-de-carneiro, labaça, pega-pega, carrapichãoNome em outros idiomas
OrigemEuropéia, sendo muito comum no Japão, Portugal, França, Itália. Naturalmente na América do Sul, nasce espontaneamente até a Argentina e está bem aclimatada no Brasil.Uso medicinalConhecida desde a antiguidade na medicina caseira, nunca tendo sido contestada ao longo dos séculos. As raízes e as folhas tenras podem ser utilizadas como alimento, podendo a raiz também ser consumida crua. Na Europa as folhas e brotos novos são consumidos como verdura e no Japão é cultivada uma variedade para produção de raízes comestíveis.No Brasil tem um crescimento vigoroso, sendo considerada uma espécie daninha em pomares e terrenos baldios no sul do Brasil. Antigamente era utilizada em mistura com outras ervas, para clarear a pele, a bardana tem hoje aplicações como depurativo e cicatrizante. O decocto de suas raízes é eficaz, como purificador do sangue, em doenças reumáticas, afecções reumáticas, afecções renais e distúrbios digestivos. Externamente, prepara-se com elas uma pomada para eczema e uma loção para evitar a queda de cabelo. Um cataplasma das folhas frescas alivia as dores provocadas por picadas de insetos, torções e hemorróidas, e a sua infusão serve para limpar feridas e inflamações cutâneas. O extrato das sementes e também suas infusões ou decocções são especialmente indicados para a cura de enfermidades crônicas da pele. As folhas esmagadas e aplicadas diretamente sobre a epiderme tem uma ação bactericida e anti-micótica que a torna um remédio eficaz contra inúmeras doenças de pele, como dermatoses úmidas e purulentas, acnes, eczemas, pruridos, tinha, seborréia da face ou do couro cabeludo e herpes simples. O óleo de bardana é considerado um estimulante capilar. Na medicina chinesa empregam-se as sementes para aliviar os males do "ar e do calor". Dosagens indicadasDepurativo (furunculose), diurético (eliminador de ácido úrico), colerético (aumenta o fluxo biliar), laxativo.Coloque 1 colher (sopa) de raiz fatiada em 1 xícara (chá) de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos. Mantenha em maceração por 10 minutos e coe. Coma a raiz cozida e tome 1 xícara (chá) 3 vezes ao dia, fora das principais refeições. Depurativo 2 (infusão). Em um recipiente misturar as seguintes ervas previamente picadas:
Coloque 2 colheres (sopa) de folhas frescas fatiadas em 1 xícara (chá) de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos. Coe e acrescente 1 colher (chá) de mel e 3 gotas de própolis. Faça aplicações no local afetado, na forma de compressas, 2 vezes ao dia. Furunculose. Coloque 6 colheres (sopa) de raiz fatiada em 1 garrafa de vinho branco. Deixe em maceração por 8 dias e coe. Tome 1 cálice antes das principais refeições. Juntamente com a cura depurativa, pode-se seguir uma cura externa. Em uma xícara de água ferver uma colherada de raiz de bardana triturada. Quando a água tiver evaporada, estender o cataplasma sobre a região afetada. Obtém-se alívio imediato à dor e desaparece também a inflamação. Depurativo, diurético, antidiabética. Coloque 2 colheres (sopa) de raiz picada em 1 xícara (chá) de álcool de cereais a 70%. Deixe em maceração por 10 dias e coe. Tome de 10 a 15 gotas ou 1 colher (café), diluído em um pouco de água, de 2 a 3 vezes ao dia, antes das principais refeições. Diurético 2 (infusão). Colocar em três xícaras de água fervente, 30g de raízes de bardana, deixando em infusão por 30 minutos. Coar o líquido e bebê-lo em duas vezes durante o dia. Insuficiências hepáticas (vesícula inflamada, cálculo biliar, hepatite viral e cirrose). Coloque 1 colher (sobremesa) de raiz fatiada e 1 colher (sobremesa) de folha de alcachofra fatiada em 1 xícara (chá) de água em fervura. Deixe ferver por 5 minutos, espere amornar e coe. Tome 1 xícara (chá), 3 vezes ao dia, sendo uma de manhã, em jejum, e as demais meia hora antes das principais refeições. Úlceras e chagas (cataplasma 1). Aplicar sobre o local afetado um cataplasma feito com uma folha fresca de bardana esmagada, depois de lavada e enxuta. Cataplasma 2: as folhas depois de picadas e passadas na clara de ovo servem como um cataplasma que acelera a cura e cicatrização. Queda de cabelos. Contra a queda dos cabelos é muito eficaz a decocção obtida com 10g de raiz de bardana cortada em pedaços bem pequenos, cozidas em pouca água. Quando a raiz estiver suficientemente amolecida, deve ser esmagada para ser reduzida a uma papinha, com a qual se fricciona o couro cabeludo 1 vez ao dia. Hemorróidas (cataplasma). Cozinhar em uma panelinha um punhado de folhas frescas lavadas e enxutas, com pouco de leite. Quando o leite estiver totalmente evaporado, colocar as folhas cozidas em uma gaze limpa e aplicar o cataplasma sobre a região afetada. Artrite (cataplasma). Contra as dores agudas das articulações atingidas pela artrite, obtém-se alívio através dos cataplasmas feitos com folhas frescas, esmagadas, aplicadas sobre a região afetada com uma gaze. Uso culinárioOs talos das flores devem se colhidos antes que as flores se abram, e comidos refogados ou crus temperados com vinagre e óleo. Pode também ser utilizada refogando-se folhas e brotos tenros com espinafre. Apenas lembre que estes talos são laxativos. As raízes são altamente nutritivas e estimulantes do sistema nervoso. Os japoneses apreciam muito consumir "gobô", nome que dão à bardana. Eles coletam raízes jovens, aproximadamente com 60 cm, e ralando-as, as usam refogadas em sopas ou consomem cruas. São preparadas também como batatas.Molho de bardana
CuriosidadesO nome genérico vem do grego Arktos, um urso. A planta possui flores que soltam falsos espinhos que aderem à roupa e ao pêlo dos animais.Bibliografia
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PLANTAS MEDICINAIS: ARRUDA
Nome popular | ARRUDA |
| Nome científico | Ruta graveolens L. |
| Fotos ampliadas | 1 |
| Família | Rutaceae |
| Sinonímia popular | Arruda-doméstica, arruda-dos-jardins, ruta-de-cheiro-forte, ruda. |
| Sinonímia científica | Ruta chalepensis |
| Parte usada | Folhas, flores |
| Propriedades terapêuticas | Adstringente, analgésica, antiasmática, antiepiléptica, antiespasmódica, anti-helmíntica, anti-hemorrágica, anti-histérica, antiinflamatória, antinevrálgica, bactericida, calmante, carminativa, cicatrizante. |
| Princípios ativos | Alcalóides, ácido salicílico livre, álcool metilnonílico, e seus ésteres, matérias resinosas e pépticas, flavonóides, óleo essencial, pipeno, psoraleno, quercitina, ribalinidina, rubalinidina, rutacridona, rutalidina, rutalinium, rutina. |
| Indicações terapêuticas | Normalização do ciclo menstrual, sarna, piolhos, conjuntivite, leximaniose. Acredita-se que a mais importante virtude da arruda é oferecer maior resistência aos capilares sangüíneos, evitando-se assim possíveis hemorragias. |
| Informações complementares Espécies de arruda Nomes em outros idiomas Rue, common rue, garden rue, german rue, herb-of-grace, countryman´s treacle, herbygrass, aruta, somalata, sadab, weinraute. Origem Sua predominância está nos países de clima temperado, embora se diga que é originária da Ásia Menor. Características De origem herbácea e com muitos ramos, ela cresce em touceiras e chega a atingir até 60cm de altura e compõe uma família que abrange em torno de 1600 espécies de arbustos e árvores, além de algumas herbáceas. A arruda é uma planta de existência longa, que se renova a cada primavera. Suas folhas, de um bonito verde claro, contrastam com o amarelo-ouro de suas flores em ramalhete, dotadas de quatro pétalas, com exceção da flor central que possui cinco pétalas. Os frutos têm a forma de cápsulas arredondadas. Toda a planta é dotada de um odor característico, forte, devido à presença de uma essência de sabor picante que, na maioria das vezes, permanece mascarado pelo próprio perfume. Na composição das folhas são encontrados princípios amargos, resina, goma, matérias tânicas e, sobretudo, um glucosídio denominado rutina. Incontestavelmente a arruda é muito conhecida na medicina, seja científica ou popular, da mesma forma como está presente no folclore. Segundo o dito popular, a arruda serve para tirar o mau olhado das pessoas invejosas. Indicações terapêuticas (continuação) Afecção dos rins, alterações menstruais, ansiedade, asma brônquica, bexiga, calvície, cefaléia, ciática, clerose, conjuntivite, derrame cerebral, dermatite, dores de ouvido, dor intestinal, enxaqueca, flebite, fígado, fragilidade dos capilares sanguíneos, gases, gota, hemorróidas, hipocondria, inchaço nas pernas, incontinências de urina, inflamação, inflamação nos olhos, insônia, limpeza de feridas, nevralgia, olhos cansados, onicomicose, otite, ouvido (feridas e zumbido), nevralgias, normalização das funções do ciclo menstrual (menstruação escassa), paralisia, parasitas (piolhos e lêndeas), pneumonia, prisão de ventre, repelente de insetos (pulgas, percevejos, ratos), reumatismo, sarna, varizes, vermes (oxiúros e ascárides). Vermífugo Picar duas folhas e colocá-las em 100ml de álcool de cereais dentro de um vidro de cor âmbar. Depois de 9 dias, tomar 6 gotas da tintura em uma colher de sopa de água a noite antes de dormir, durante 10 dias. Combate a piolhos Lavar a cabeça 2 vezes ao dia com o chá morno (20 g para cada litro de água). Enxaguar com xampu ou sabonete. Parasitas, piolhos e lêndeas Socar em um pilão 4 folhas de Arruda. Juntar com um copo de vinagre branco, uma colherinha de sal marinho e deixar em maceração por três dias. Coar e aplicar o líquido no couro cabeludo com um chumaço de algodão. Deixar agir por duas horas sem se expor ao sol para evitar queimaduras. Lavar os cabelos como de costume e repetir este processo três vezes na semana. Sarna Chá das folhas (20 g para 1 litro de água). Tomar 3 xícaras ao dia. 1 copo de folhas frescas picadas em 1 litro de álcool. Deixar por uma semana: passar no local afetado pela sarna. Conjuntivite Decocção de 2 colheres das de sopa de folhas em 1/2 litro de água por 5 minutos. Uso externo. Coar, esperar amornar e aplicar compressas de algodão várias vezes ao dia sobre os olhos. Macerar as folhas e deixá-las de molho durante 4 horas. Lavar os olhos com água de arruda. Estresse (esgotamento) Chá das folhas (l5 g para 1 litro de água). Tomar 2 xícaras ao dia. Amenorréia (ausência do fluxo menstrual fora do período de gravidez) Chá das folhas (5 g para 1 litro de água). Tomar 1 xícara ao dia. Normalizar o ciclo menstrual Socar em um pilão duas folhas grandes de Arruda e adicionar uma xícara de chá de água. Deixar em maceração por uma noite e coar no dia seguinte. Tomar em jejum durante os oito dias que antecedem a menstruação. É necessário ter muito cuidado pois é uma planta TÓXICA. É venenosa e abortiva. Contra-indicada para gestantes, lactantes, hemorragias, cólica menstrual e sensibilidade na pele. Efeitos colaterais Doses elevadas do chá podem causar vertigens, tremores, gastroenterites, convulsões, hemorragia e aborto, hiperemia dos órgãos respiratórios, vômitos, salivações, edema na língua, dores abdominais, náuseas e vômitos, secura na garganta, dores epigástricas, cólicas, arrefecimento da pele, depressão do pulso, contração da pupila e sonolência. Pode causar fitodermatites, através de um mecanismo fototóxico que torna a pele sensível à luz solar. Nas mulheres pode levar a hemorragias graves do útero. Curiosidades Michelângelo e Leonardo da Vinci afirmaram que foi graças aos poderes metafísicos da arruda que ambos tiveram sensíveis melhoras em seus trabalhos de criatividade. Na Idade Média, era muito usada em rituais religiosos, tida como erva de proteção contra feitiçarias. Por este motivo, é usada até hoje para espantar maus olhados. Ana Lúcia Trinquinato Toriani, professora, especialista em Fitoterapia (Jundiaí, SP). 2006 TORIANI, A.L.T. Ruta graveolens L. (arruda): O conhecimento e suas particularidades. Faculdades Integradas Espírita. Monografia. Curitiba, 2006 Fonte: http://ci-67.ciagri.usp.br/pm/ver_1pl.asp |
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