| Nome popular | ANIS |
| Nome científico | Pimpinela anisum L. |
| Fotos ampliadas | 1 | 2 | 3| 4| 5| 6| 7 |
| Família | Umbelíferas |
| Sinonímia popular | Erva-doce |
| Parte usada | Fruto-semente e folhas |
| Propriedades terapêuticas | Digestivo, expectorante, carminativo, desinfetante |
| Princípios ativos | Óleo essencial (anetol, isoanetol e anisaldeído, metilchavicol, derivados dos dimetílicos de estiboestrol), óleo fixo, proteínas, colina, açúcares, cumarinas, ácidos orgânicos, flavonóides, esteróis |
| Indicações terapêuticas | Tônico estomacal, flatulência, regulariza as funções menstruais, melhora a digestão, catarros bronquiais, |
Informações complementares Nome em outros idiomasAlemão:anis; Espanhol: anis; Frances: anis cultive; Inglês: anise; Italiano:aniceOrigemOriginária do Oriente Médio, o anis vem sendo cultivado no Egito, na Ásia menor e nas ilhas gregas há mais de mil anos. Quando o Império Romano absorveu a cultura grega, também passou a cultivá-lo, estendendo-o às costas do Mediterrâneo, à França e à Inglaterra.Propriedades terapêuticasDigestivo, expectorante, alivia a flatulência, carminativo, tônico estomacal, antiespasmódica, galactagogo, regulariza as funções menstruais, é um excelente desinfetante.Uso medicinalAs sementes de anis facilitam a digestão e são muito apropriadas para crianças pequenas que sofrem de diarréia. Adoçada com mel, sua infusão alivia a flatulência além de aliviar a asma. Se a este mesmo chá for acrescentado funcho, obter-se-á um ótimo remédio para os catarros bronquiais. Utilizado junto ao açúcar, na forma de xarope, é um excelente expectorante. Mascar sementes de anis ajuda a conciliar o sono, e tomá-las com água faz desaparecer o soluço.É um excelente antiespasmódico que estimula a ação das glândulas endócrinas, assim como das mamárias. Por conterem até 20% de proteínas, quando secas e destiladas, estas sementes são indicadas para mulheres que amamentam, na medida em que estimulam a produção de leite. O azeite que delas se extrai serve para matar piolhos, quando friccionado no couro cabeludo, e para acalmar as cólicas, em fricções no ventre. As sementes do anis possuem excelentes qualidades anti-sépticas, sendo o óleo de anis muito utilizado em pastas de dentes e repelentes de insetos. A essência de anis serve também para aromatizar numerosos medicamentos, inclusive como corretivo para sabor de infusões onde se misturam ervas. Também é usado para compor incensos. Dosagem indicadaDentes (elixir dentifrício). Colocar em um recipiente,que se possa fechar bem,os seguintes ingredientes: 30g de anis em pó, 8g de cravo em pó, 8 g de canela em pó, 1g de essência de hortelã, 850 de aguardente puríssima. Deixar macerar todos os ingredientes na aguardente por cerca de dez dias. Filtrar o líquido e conservar em um vidro com a tampa esmerilhada. Para refrescar a boca, desinfetá-la, purificar o hálito, clarear os dentes e tonificar as gengivas, fazer bochechos com algumas gotas do elixir em um cálice de água morna. Digestão difícil, acidez do estômago. Carvão digestivo: colocar 50g de sementes de anis em pó , em um recipiente com 50g de carvão de tília em pó e 50g de açúcar. Misturar os ingredientes e tomar uma colherinha desta mistura após cada refeição.Excitação nervosa, insônia e caimbras.Tintura de anis: macerar, por dez dias, 13g de sementes de anis em 50g de álcool a 70º. Filtrar e conservar o líquido em um vidrinho com tampa em conta-gotas. Tomar 10 gotas logo após as refeições, ou a cada vez que se manifestem os distúrbios. Se o estômago estiver vazio, tomar as gotas diluídas em um uma bebida quente: camomila, tília, chá, etc. Não tomar nunca mais de 50 gotas de tintura ao dia. Intestino (meteorismo).Infusão: 30g de sementes de anis em um litro de água quente. Filtrar quando o líquido estiver morno e tomar uma xícara, após cada refeição. Usar neste caso também a tintura de anis, ver excitação nervosa, utilizando as mesmas doses. Afecções intestinais (gases e cólicas); desinfetante intestinal; dores de cabeça (origem digestiva); gastrite (origem nervosa); cólicas infantis. Em 1 xícara (chá), coloque 1 colher (sobremesa) de fruto-semente e adicione água fervente. Abafe por 10 minutos e coe. Tome 1 xícara (chá), 3 vezes ao dia. Enjôos e vômitos na gravidez; aumentar o leite materno; enxaquecas de origem digestiva.Coloque 3 colheres (sopa) de fruto-semente em 1 garrafa de vinho branco. Deixe em maceração por 10 dias e coe. Tome 1 cálice antes das principais refeições. Afecções intestinais (gases e cólicas); desinfetante intestinal; enxaquecas (origem digestiva), gastrite (origem nervosa); purificador de hálito (halitose). Coloque 1 colher (sobremesa) de fruto-semente e 1 colher (sopa) de folha de guaçatonga picada, em 1 xícara (chá) de álcool de cereais a 60%. Deixe em maceração por 5 dias e coe. Tome 1 colher (café) diluído em um pouco de água, 3 vezes ao dia, sendo uma de manhã, em jejum, e as demais antes das principais refeições. Contra indicaçõesO uso do fruto-semente desde que dentro das doses recomendadas, não tem contra-indicação. Entretanto, o uso exagerado do óleo essencial pode provocar efeitos tóxicos. Contra-indicado em caso de alergia ao anis e anetol.Efeitos colateraisOcasionalmente podem ocorrer reações alérgicas na pele, trato pulmonar e gastrointestinal.CulináriaAs sementes, por conterem óleo essencial, são excelentes para preparo de alimentos e no uso de seu tempero. Pode ser usado para temperar peixes, aves e também ser utilizados em cremes, sopas e molhos. Bolos doces, biscoitos também podem levar o toque doce desta erva. Esta erva também tem muita afinidade com frutas frescas, especialmente figos. As folhas já possuem aroma mais delicado. Pode-se consumi-las frescas na forma de salada, com vegetais ou queijos em creme.CuriosidadesSemente de anis é um ingrediente base na preparação de licores Anisette como Pernod e Anise. Na medicina popular diz ser afrodisíaco. Aromaterapeutas utilizam a essência do anis para relaxamento e reduzir a insônia.Administrando-se às vacas, aumenta-se a produção de leite. Os animais são atraídos pelo seu aroma. Escondendo um pouco de sementes de anis, dentro de um pedaço de queijo, torna-se uma eficiente isca para as ratoeiras. Bibliografia
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PLANTAS MEDICINAIS: Erva doce
quarta-feira, 4 de maio de 2011
PLANTAS MEDICINAIS: AMOR-PERFEITO
| Nome popular | AMOR-PERFEITO |
| Nome científico | Viola tricolor L. |
| Fotos ampliadas | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 |
| Família | Violáceas |
| Sinonímia popular | violeta-tricolor,violeta-de-três-cores |
| Parte usada | A planta toda |
| Propriedades terapêuticas | Antiinflamatória,expectorante,estimulante,sudorífica,diurética,depurativa, emoliente, antitumoral, laxante |
| Princípios ativos | Flavonóides,Saponinas,Alcalóides,Taninos,Violarrutina,Violanina,Mucilagens,Resina,Glucosídeos, contém sobretudo um óleo essencial, a violaquercitrina-flavona, um metil éster do ácido salicílico. |
| Indicações terapêuticas | Feridas,chagas, úlceras, eczema úmido,infecções cutâneas,afecções do sangue, debilidade nervosa,cansaço,doenças cardíacas nervosas, icterícia |
| Informações complementares Outros nomes populares: amor-perfeito-branco, flor-da-trindade. Nome em outros idiomas: Alemão: stiefmütterchen; Francês: pensée du bois; Espanhol: pensamiento, trinitaria; Inglês: pansy; Italiano: viola del pensioero. Origem: Europa Propriedades terapêuticas: Especialmente útil no tratamento do eczema úmido.Atua favoravelmente sobre os gânglios linfáticos. Usos medicinais: É muito empregada desde os tempos remotos.Homero conta que os atenienses a utilizavam para moderar a ira. Utilizavam uma guirlanda de flores da Viola tricolor para prevenir dores de cabeça e enjôos. Os chineses utilizam a espécie Viola yedoensis de forma similar. Esta última também empregada em tratamento do eczema infantil grave em um hospital de Londres. As folhas secas da Viola tricolor, pulverizadas ou misturadas com mel até formarem uma pomada, aplicadas sobre as feridas, ajudam a cicatrizá-las. Para curar infecções cutâneas, tratam-se as partes afetadas com compressas de gaze embebidas em uma infusão da planta. A decocção alivia também as dores reumatismais e trata as afecções de pele, dermatites e eczemas. A infusão, que também pode ser bebida, combate as afecções do sangue, a debilidade nervosa, o cansaço, as doenças cardíacas nervosas e icterícia, pois estimula o metabolismo. Constitui um bom expectorante devido a seu alto conteúdo em saponinas e também tonificam e fortalecem os vasos sanguíneos. Emprega-se como cosmético para limpeza de pele e como loção capilar contra a queda do cabelo. Serve para gargarejos. As raízes são eméticas. Dosagem indicada: Infusão para uso geral: Prepara-se infusão de duas colheres de café por xícara de água fervente, deixe descansar por um quarto de hora. Adoçar com mel. Em virtude dos efeitos eméticos do amor-perfeito, desaconselha-se o aumento das doses. Xarope: triturar uma colher média de flores secas e colocar em maceração durante uma hora em 250g de água fervendo. Filtrar. Dissolver a quente, sem ferver, 250g de açúcar. Tomar de 5 a 6 colherinhas ao dia. Depurativo: Infusão: macerar, por uma noite, 8gr de flores e folhas secas de amor-perfeito em um quarto de litro de água fria. Pela manhã, ferver tudo, adicionando 100gr de leite açucarado. Filtrar a bebida e ingeri-la em jejum. Continuar o procedimento por 3 semanas. Feridas,chagas e úlceras: Cataplasma: para favorecer a cicatrização, fazer compressas com flores e folhas frescas e esmagadas de amor-perfeito, misturadas com leite frio. Infusão: por durante um quarto de hora uma colher de flores secas trituradas em uma xícara de água fervendo. Tomar de 2 a 3 vezes ao dia. Adoçar com mel. Contra-indicações: não se deve administrar doses muito altas, já que a planta contém saponinas que podem produzir náuseas e vômitos. Curiosidades: no livro de Shakespeare Sonho de uma noite de verão, o amor perfeito é a flor que Oberon pede a Puck encontrar para fazer adormecer Titânia. Fonte: http://ci-67.ciagri.usp.br/pm/index.asp |
ALFAZEMA _ como preparar e usar
| Nome popular | ALFAZEMA |
| Nome científico | Lavandula officinalis Chaix & Kitt. |
| Fotos ampliadas | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |
| Família | Labiatae |
| Sinonímia popular | Lavanda |
| Parte usada | Flores |
| Propriedades terapêuticas | Anti-séptico, tônico, antiespasmódico, calmante, digestivo, antibacteriana, carminativa, revulsiva |
| Princípios ativos | Óleos essenciais (acetato de linalilo e linalol), taninos 12%, cumarinas, princípio amargo, saponina ácida, resina |
| Indicações terapêuticas | Reumatismo, nevralgias, hemicrania, excitação nervosa, insônia, vertigens, contusões, feridas, inapetência, má digestão, asma, coqueluche, faringite, laringite, depressão, cistites, enxaquecas, bronquite, corrimento vaginal, prurido vaginal, sarna, piolho |
| Informações complementares Variedades utilizadas: Lavandula angustifólia Mill, Lavandula officinalis Chaix, Lavandula spica L., Lavandula Vera DC., Lavandula vulgaris Lam. Nome em outros idiomas: alemão (lavendel), inglês (lavender), francês (Lavende), italiano (lavanda). Propriedades terapêuticas: anti-séptico, tônico do sistema nervoso, antiespasmódico, calmante dos nervos, digestiva, antibacteriana, carminativa, favorece o fluxo biliar. Para o uso externo:ligeiramente revulsivo, sendo empregada no reumatismo. Usos medicinais: nevralgias, hemicrania, excitação nervosa,insônia, vertigens, contusões, feridas, inapetência, má digestão, asma, coqueluche, faringite e laringite. Dosagem indicada: Asma, bronquite, tosse, catarro, gripes, sinusites, tensão nervosa, depressão, insônia, vertigens, cistites, enxaquecas: coloque 2 colheres de flores em 1 xícara de álcool de cereais a 60%.Deixe em maceração por 5 dias e coe. Tome 1 colher (café) diluída em um pouco de água, 2 vezes ao dia. Pode também adicionar este preparado à água de banho.Faça banho de imersão por 20 minutos. Asma, bronquite, tosses, catarro e gripes: Decocção: ferver por 2 minutos, em um litro de água, 60g de sumidades floridas de alfazema. Filtrar e beber o líquido de 4 a 6 xícaras ao dia. Infusão: colocar em infusão, por 5 minutos, 5 g de flores de alfazema em uma xícara de água fervente. Adoçar com mel e beber. Repetir a dose 4 vezes ao dia. Cansaço: Óleo de alfazema: em um recipiente, colocar 3 quartos de litro de um bom azeite e um punhado de flores frescas de alfazema. Fechar bem o recipiente e colocá-lo em um lugar fresco onde deve ser deixado por cerca de 20 dias. Filtrar o óleo sobre um tecido de linho. Pingar algumas gotas do óleo sobre um torrão de açúcar e deixar derreter lentamente na boca. Também algumas gotas de essência de alfazema sobre as têmporas e pulsos dará um grande alivio àquele que se sente cansado por excesso de trabalho ou por uma vigília prolongada. Contusões: Alcoolato de alfazema: colocar em infusão, por 15 dias, 50 g de flores de alfazema em 1 litro de álcool. Filtrar o líquido e colocá-lo em um vidro provido de tampa em esmeril. Contra as contusões, friccionar suavemente com um pouco de líquido para aliviar as dores e fazer desaparecer a inflamação. Fricções Verter na palma da mão algumas gotas de essência de alfazema e friccionar a região contundida. A essência de alfazema encontra-se à venda em farmácias especializadas. Diurético: Colocar por cinco minutos 5g de flores de alfazema em uma xícara de água fervente. Filtrar e beber 3 xícaras ao dia. Estômago(má digestão) Óleo de alfazema, vide cansaço. Pingar algumas gotas do óleo de alfazema em um dedo de água ou um torrão de açúcar para tomar após a refeição. Alcoolato de alfazema, vide contusões. No álcool empregado para uso interno, certificar-se ser álcool de cereais, próprio para consumo. Antes de cada refeição, beber dois dedos de água na qual foram diluídas alguma gotas de alcoolato de alfazema. Excitação nervosa: Infusão: em uma xícara de água quente, colocar em infusão uma pitada da mistura obtida com: 30 de flores de alfazema, 10g de camomila, 5g de hipérico, 5g de lúpulo, 5g de raiz de valeriana. Filtrar o líquido e beber antes de deitar-se. Inalação: em uma tigela com água fervente e esfumaçante colocar algumas gotas de essência de alfazema, colocar a cabeça sobre o recipiente, tendo à testa uma toalha. Aspirar profundamente os vapores. Faringite: Decocção: ferver por dois minutos 40g de flores de alfazema em 1 litro de água. Filtrar o líquido ainda morno. Tomar de 4 a 6 xícaras ao dia. Feridas: Desinfetante: a falta de um desinfetante alcoólico pode ser suprida, momentaneamente, com alguma gotas de essência de alfazema vertidas sobre a ferida. Hemicrania,vertigens: Ver cansaço.Tomar seis ou sete gotas muitas vezes ao dia. Contra as vertigens, algumas gotas em pouca água. Insônia: Alcoolato de alfazema: ver contusões. Pingar algumas gotas de alcoolato em um torrão de açúcar e deixar derreter na boca. Decocção: ferver uma pitada de alfazema em uma xícara de água. Filtrar,adoçar e beber antes de deitar-se. Infusão: ver excitação nervosa. Uma ou duas xícaras antes de deitar-se. Laringite,coqueluche e tosse: Infusão: colocar 50g de flores de alfazema em um litro de água fervendo. Filtrar e beber de 4 a 5 xícaras, adoçadas com mel, durante o dia. Nevralgia: Óleo de alfazema: ver cansaço. Algumas gotas de óleo sobre um torrão de açúcar. Deixar derreter na boca. Infusão: misturar as seguintes ervas: 20g de flores de alfazema,60 g de flores de prímula medicinal e 20g de flores de camomila. Colocar 5g desta mistura em uma xícara de água fervente e deixar repousar por meia hora. Filtrar e beber em seguida. A dose deve ser repetida de 2 a 3 vezes ao dia. Corrimento vaginal,prurido vaginal,sarna,piolho: coloque 2 colheres(sopa) de flores em 1 xícara (chá) de vinagre branco. Deixe em maceração por 3 dias e coe. No caso de pruridos e corrimento vaginal,adicione 2 colheres(sopa) à água de banho. Faça banho de assento 1 vez ao dia. Para piolhos aplique no couro cabeludo, com ligeira massagem, deixando agir por 2 horas. Em seguida enxágüe e passe o pente fino. Para sarnas, aplique com um chumaço de algodão. Escaras de decúbito, queimaduras, picadas de inseto, afecções da pele(eczemas,dermatites e psoríases): Em 1 xícara(chá) coloque 2 colheres (sopa) de flores e adicione óleo de cozinha. Leve ao fogo, em banho-maria, por 1 hora. Espere amornar e coe. Aplique nos locais afetados, com um chumaço de algodão, de 2 a 3 vezes ao dia. Contra-indicações: seu uso dentro das doses preconizadas não tem contra-indicação. Nas mulheres grávidas deve-se evitar o uso em doses altas por ser estimulante uterino. Uso culinário: conta-se como curiosidade que uma rainha inglesa gostava de conservas condimentadas com alfazema. Pode-se também fazer um vinagre de alfazema, macerando-se alguns caules da alfazema em vinagre branco por 3 semanas. No Marrocos suas flores são usadas numa mistura de especiarias em pratos finos. Para empregos caseiros: Água de colônia anti-séptica: deixar macerar, por vinte dias, 60g de sumidades floridas de alfazema em 1 litro de álcool de cereais a 60º. Filtrar e conservar a água-de-colônia em vidro fechado. Além de ser utilizada para fricções sobre o corpo, após o banho, serve também para desinfetar as mãos e banhar as têmporas e as narinas após ter-se estado próximo a um doente atingido por uma moléstia infecciosa, ou quando se está cansado e acalorado. Água de alfazema n° 1: misturar os seguintes ingredientes: 200g de álcool a 80º,10g de essência de alfazema,1 g de essência de cravo, 2g de essência de citronela, 5g de essência de bergamota. Deixar em maceração por vinte dias, filtrando em seguida e conservando o líquido em garrafa. Água de alfazema nº 2: misturar os seguintes: 1 litro de álcool a 80º, 8g de essência de alfazema, 5g de essência de cedro, 8g de essência de bergamota, 3g de essência de benjoim, 15g de alcoolato de melissa. Após vinte dias,filtrar o líquido e conservá-lo em garrafa. Banho perfumado: misturar 150g de bicarbonato de sódio, 100g de ácido tartárico, 25g de amido de banho, 100g de óleo de amêndoa, 10g de essência de alfazema, 5g de essência de bergamota. Misturar todos os ingredientes e conservar a pasta em um vidro. Usar uma colherinha para cada banho. Saquinhos perfumados para a roupa branca: misturar todos os ingredientes após tê-los triturados até reduzi-los a p: 25g de sementes de lírio germânico, 30g de pétalas de rosa secas, 7 g de canela, 10g de cravo. Distribuir a mistura em saquinhos e colocar em gavetas, no meio da roupa, ou pendurar nos armários. Sais aromáticos de alfazema: escolher um vidro com tampa esmerilhada, preenchendo-o com carbonato de amônia em grãos. Adicionar depois uma solução composta de 3 gotas de essência de rosas, 2 gotas de essência de cravo, 1 gota de essência de canela, 3 gotas de essência de bergamota. A solução deve preencher os interstícios entre as paredes do vidro e os grãos de sal. Fonte: http://ci-67.ciagri.usp.br/pm/index.asp |
PLANTAS MEDICINAIS: ALFAVACA
| Nome popular | ALFAVACA |
| Nome científico | Ocimum basilicum L. |
| Família | Labiadas |
| Sinonímia popular | Mangericão |
| Sinonímia científica | Petit basilic (Fr.) |
| Propriedades terapêuticas | Estimulante |
| Indicações terapêuticas | Banhos aromáticos |
| Informações complementares Ocimum minimum (Linneo) Planta cultivada nos jardins. Folhas numerosas, agudas e obtusas. Flores pequenas, brancas. Cheiro aromático. Também conhecida por alfavaca cheirosa. Fonte: Moacir Conceição. As plantas medicinais no ano 2000. Tao Livraria e Editora Ltda. Brasilia, 1980 Fonte: http://ci-67.ciagri.usp.br/pm/index.asp |
CÂNFORA _ Como fazer vinagre canforado
terça-feira, 3 de maio de 2011
| Nome popular | CÂNFORA |
| Nome científico | Cinnamomun comphora (L.) J. Presl |
| Fotos ampliadas | 1 | 2 |
| Família | Lauráceas |
| Sinonímia popular | Canforeiro, alcanforeira |
| Sinonímia científica | Laurus camphora L. |
| Parte usada | Folhas |
| Propriedades terapêuticas | anti-séptica, estimulante, excitante, anti-reumática,parasiticida, anti-nevrálgica, revulsiva, anestésico local, anti-térmica, anti-diarréica,anti-helmíntica, moderadora das secreções sudoral e láctea. |
| Princípios ativos | Terpenos (alfa-pineno, nopineno, canfeno, dipenteno, cariofileno, cadineno, bisaboleno, canfazuleno, etc.), álcoois (borneol, linalol, alfa-terpinol, etc.), cetonas (cânfora,piperitona), óxidos (cineol, etc.) |
| Indicações terapêuticas | Contusões, dores musculares, reumatismo, frieira, |
| Informações complementares Outros nomes populares Erva-cavaleira, rabugem-de-cachorro, alcanforero Nome em outros idiomas
Outros princípios ativos Compostos da série aromática (p-cimeno, eugenol, safrol, etc.), aldeídos, ácidos da série gorda. Uso medicinal Utilizada na terapêutica, a cânfora vem sendo substituída por outras substâncias, algumas de constituição química análoga. Da madeira triturada dos troncos e submetida a manufaturações oportunas, extrai-se o produto conhecido pelo nome de cânfora, cujas qualidades anti-sépticas, estimulantes, excitantes lhes são atribuídas. Externamente é utilizado por suas propriedades revulsivas, a que se associa a uma ação anestésica local, em fricções, geralmente sob a forma de soluções alcólicas. Suas ações também são parasiticidas. Tem aplicações também nas hemorragias uterinas e como vermífugo. Internamente, administra-se por via hipordérmica em soluções oleosas. Atua sobre o sistema nervoso central, produz ação benéfica sobre o centro respiratório bulbar, com o aumento da amplitude dos movimentos respiratórios sem acelerar o ritmo, mas a sua ação mais notável é sobre o coração. É um cardiocinético, pois estimula o músculo cardíaco e reforça a sístole, regulariza as pulsações e a pressão sanguínea. O óleo canforado, embora seja um cardiotônico eficiente, sua administração deve ficar a cargo do médico. Devido porém à sua insolubilidade na água (o que reduz uma ação lenta e a impossibilidade de administrar por via endovenosa), foi substituída por sucedâneos hidrossolúveis. Como sedativo, recomenda-se nas doenças nervosas, hipocondria, histerismo, convulsões, epilepsia, melancolia, nevralgias, reumatismo. Contusões, dores musculares e reumatismo Vinagre aromático para fricções e massagens: macerar em uma garrafa, por 10 dias, 400g de vinagre puríssimo de vinho, 50g de álcool a 90º, 50g no total das seguintes ervas frescas: sumidades floridas de alfazema, folhas de laranjeira, folhas de alecrim, folhas de hortelã, folhas de sálvia. Antes de colocá-los nos líquidos indicados, esmagá-las um pouco, a fim de facilitar a saída dos humores. Tapar bem a garrafa, conservando-a em local fresco. Após os dez dias prescritos, dissolver 4gr de cânfora em 10gr de ácido acético, colocando este líquido na garrafa com todos os outros ingredientes. Filtrar o líquido após algumas horas e vertê-lo em uma garrafa com tampa esmerilhada. Este vinagre aromático é prodigioso para todas as dores causadas por traumas ou dores reumáticas. Aguardente canforada: misturar 300gr de aguardente a 60º, ou de álcool na mesma graduação e 5gr. de cânfora triturada. Conservar o líquido em uma garrafa bem tapada e empregá-lo para friccionar os músculos doloridos. Frieiras Locão: em uma garrafa de boca larga, colocar 200g de óleo de rícino desodorizado, aquecendo o recipiente em banho-maria. Enquanto a água se aquece (não deve nunca ferver), colocar na garrafa 10gr de essência de bergamota e 5 gr de cânfora. Deixar tudo em banho-maria por cerca de uma hora, depois afastar a panela do fogo. Quando o líquido estiver frio, tapar a garrafa herméticamente. Com esta loção fazer massagens três a quatro vezes ao dia sobre a região atingida pela frieira. Para prevenir é suficiente fazer uma única fricção ao dia. Outros usos Para flores e plantas Quando uma planta sofreu a ação do vento ou a ausência de água, tomará rapidamente força e vigor se for regada com água canforada. A proporção é de uma colherinha de cânfora em pó em uma garrafa de água. Traças Contra as traças não há nem um produto igual à cânfora, cujo odor é particularmente desagradável a estes insetos. Espalhar alguns cubinhos pelos armários e gavetas, as roupas estarão assim seguras. Desinfetante para empregos caseiros (Vinagre dos quatros ladrões de Marselha)
A canforeira é extremamente decorativa, indicada para ornamentação de vias públicas e também para quebra-ventos. Curiosidades Vinagre dos quatro ladrões de Marselha Conta a lenda que por volta de 1300, enquanto se alastrava uma peste terrível, quatro bandidos marselheses executavam assaltos nos locais infestados pela peste, saqueando casas e o comércio. Era porém um mistério o fato de passarem incólumes pelos locais infestados, sem adquirirem o terrível mal. Dizem que o segredo era uma mistura milagrosa que preparavam antes de iniciarem as suas incursões, com a qual enxaguavam a boca e limpavam as mãos. A sua receita chegou até nós. Trata-se de um excelente desinfetante, que todos fariam bem em ter esta receita em casa. Um pouco de história O Japão depois de ocupar a ilha de Formosa (Taiwan) organizou o próprio monopólio da produção e comércio da cânfora natural e sua essência, que perdurou até à perda do seu domínio em 1944; entretanto estabeleceu a cultura na própria pátria. Concorrências surgiram para combater este monopólio, com plantações de canforeiro em outros países (Java, Estados Malaios, Austrália, Flórida, Brasil, Argélia, etc.), porém a organização japonesa inutilizou estas tentativas. As circunstâncias modificaram-se depois da II Grande Guerra, em resultado do desenvolvimento da indústria da síntese química da cânfora, em particular nos EUA.
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PLANTAS MEDICINAIS: CUPUAÇÚ
| Nome popular | CUPUAÇÚ |
| Nome científico | Theobroma grandiflorum (Willd ex Spreng) Schum. |
| Família | Sterculiaceae |
| Sinonímia popular | Cupuaçú-verdadeiro |
| Princípios ativos | A polpa contém fósforo e vitamina C. As sementes apresentam por volta de 60% de gordura, com alto coeficiente de digestibilidade, como as do cacau, tendo a vantagem de não conter cafeína. |
| Informações complementares Nome em outro idioma Brasil. É espécie nativa do Estado do Pará, onde pode ser ainda encontrado em estado silvestre na mata virgem alta de várias localidades do Estado. É frequente o cultivo dessa espécie em quase toda a Amazônia, aí incluida a parte nordeste do Estado do Maranhão. Fora do Brasil, é cultivado também em alguns países tropicais da América do Sul e Central tais como a Venezuela, Equador, Colômbia e Costa Rica. Características É uma árvore de pequeno porte, ciclo anual, que alcança até 8m de altura (nos indivíduos cultivados) e de porte médio, alcançando até 18m de altura (nos indivíduos silvestres, na mata alta). O tronco geralmente é reto com a casca de cor marrom-escura, fissurada, ramificação tri- cotônica, ramos superiores ascendentes, os inferiores horizontais, ambos com ritidoma esfoliado. As folhas são simples, inteiras, subcoriáceas, com até 35cm de comprimento por até 10cm de largura. Lâmina oblonga ou oblonga-obovada, atenuada, ápice abrupto-acuminado, com base obtusa ou arredondada, glabra, de cor verde e sub-brilhosa na face superior, e verde-glauco ou roseo-pálido face inferior, com delicado revestimento de pêlos estrelados; nervuras laterais, acentuadamente dirigidos para o ápice do limbo, o par inferior em ângulo mais agudo; nervuras terciárias transversais e sub-paralelas. As flores são grandes, vermelho-escuras, dispostas em cachos de até 5 flores ou mais, brotando dos galhos tomentosos. Pendúculos curtos, espessos, com 3 brácteolas estreito-lineares; cálices com 5 pétalas cada um. O fruto é uma baga de forma elipsóide ou oblonga, com as extremidades obtusas ou arredondadas, que lembra o futo do cacau, apresentando uma coloração castanho escura aveludada, medindo até 24cm de comprimento por 12cm de diâmetro, pesando até 1,5kg, e com cerca de 50 sementes, superpostas em 5 fileiras verticais, cada semente envolvida por copiosa polpa branca-amarelada, mucilaginosa, de sabor acidulado e cheiro característico, agradável. A casca do fruto é dura e lenhosa, mas facilmente quebrável. Na maturação os frutos caem sem o pedúnculo, ocasião em que exala o cheiro característico. A polpa do cupuaçú, de sabor ácido e aroma forte, é muito apreciada ao natural ou em forma de sorvetes, licores, vinhos, compotas, doces, sucos e geléias. As sementes, devidamente preparadas, dão um bom chocolate (Cupolate, melhor dizendo) e a gordura pode ser transformada em manteiga de cacau. A receita do chocolate branco As sementes de cupuaçu, sem a polpa e sem adição de água, são postas a fermentar. Após 24 horas se adiciona uma solução de açúcar a 30% na proporção de 1% de solução com relação ao peso do material; a solução deve estar a 38%. Após 48 horas de iniciar a fermentação, nova solução de açúcar é adicionada na mesma concentração e temperatura, devendo-se revolver as sementes duas vezes por dia. A fermentação termina no quinto ou sétimo dia, onde as sementes são lavadas, secas ao sol, torradas a 180º C, descascadas estando prontas para serem transformadas em chocolate em pó. Uma parte das amêndoas deve ser prensada para a obtenção da manteiga de cupuaçu, que será utilizada na formulação das massas para o preparo dos tabletes; a torta restante é moída e adicionando 10% de açúcar comum em relação ao peso final, produz-se o "cupulate em pó". Fonte: Jornal De volta às Raízes. Publicação do Centro Nordestino de Medicina Popular - Ano XI - Nº 59. Maio/Junho. 1996.
João Luiz Dias, arquiteto aposentado pelo Centro Federal de Ensino Tecnológico (CEFET/PA). Setembro de 2006. Colaboraram também Érika Alves Tavares Marques, Bióloga (Universidade Federal Rural de Pernambuco); Tarsila Sangiorgi Rosenfeld (Comunicóloga, SP). Setembro de 2006. Fonte: http://ci-67.ciagri.usp.br/pm/index.asp |
PLANTAS MEDICINAIS: CAVALINHA
| Nome popular | CAVALINHA |
| Nome científico | Equisetum arvense L. |
| Família | Equisetáceas |
| Propriedades terapêuticas | Diurético, anti-hipertensivo, mineralizante, antiinfeccioso, antiprostático. |
| Princípios ativos | Saponinas (equisetoninas), potássio, cálcio, fósforo, manganês, ácido silícico, flavonóides, alcalóides, taninos, fitosteróides, ácidos graxos aconitínico, benzóico, málico, gálico, péctico, vitamina C, resinas, lignanos |
| Indicações terapêuticas | Osteoporose, reumatismo, ajuda nos tratamentos para emagrecer, edema pré-menstrual, favorece o metabolismo do cálcio na coagulação sangüínea. |
| Informações complementares Origem Europa Nome em outros idiomas
As cavalinhas (Equisetum arvensis L/Equisetum hyemale) habitam o mundo todo, inclusive o Brasil, onde se adaptou. É uma planta perene, rizomatosa e reptante da família das Equisetáceas, que prefere terrenos pantanosos ou úmidos. Caracteriza-se pelos talos férteis, pardo-amarelos ou estéreis, verdes. Os primeiros nascem no inverno e formam espigas esporangíferas de até 20 cm, enquanto os vedes, de até 80 cm, surgem dos primeiros. Esta planta deriva de ancestrais mesozóicos de mais de 270 milhões de anos. Seus rizomas são longos e tem nós de espaço a espaço além de lançarem ramificações compridas que formam curvas bonitas semelhantes ao que acontece com os rabos de cavalos. Daí seu nome. Tem 5% de saponinas (equisetoninas) e mais potássio, cálcio, fósforo, manganês, ácido silícico, flavonóides, alcalóides, taninos, fitosteróides, ácidos graxos (linolêico, linólico e oléico) aconitínico, benzóico, málico, gálico, péctico e vitamina C, além de resina e lignanos. Uso medicinal Por seu alto conteúdo mineral, principalmente o silício, a cavalinha é muito usada para recompor o tecido conjuntivo, por aumentar a atividade dos fibroblastos e a elasticidade dos tecidos, o que a torna útil na osteoporose e reumatismos (Weiss R., 1980). Por outro lado, tendo potássio, equisetonina e ácido gálico, é um bom diurético e anti-hipertensivo, além de ajudar nos tratamentos para emagrecer, conforme Bakke, F. et al., 1980, já estudaram. Nos edemas pré-menstruais, o equiseto pode ajudar muito, já que receita de diurético de síntese não funciona: na Colômbia, Corpas J. et al., em 1995, fizeram pesquisas neste sentido e mostraram que estigmas de milho e equiseto eram bons medicamentos para isto. Ademais, por ter ácidos, aconítico e cítrico, favorece o metabolismo do cálcio na coagulação sangüínea, contracenando estes ácidos com a silícea e os flavonóides (Viñas, F., 1993). Um trabalho de Peris, J. et al., em 1995, mostrou algum efeito retardador sobre o crescimento de células neoplásicas e do aparecimento de metástases e que os alcalóides podem ter ação anticolinérgica e oxitócica. Na etnomedicina, decocção de seus talos (50 g/l) é usada como mineralizante, diurético, antiinfeccioso, urinário e antiprostático, com quatro xícaras ao dia (50 g tem aproximadamente 30 mg de silício, mais ou menos o que se usa em prescrição médica). Outros usos Na Europa, o E. hyemale, variedade do nosso equiseto, é usado para pulir prata e estanho. Isso é possível pela alta quantidade de silício que apresenta (a areia tem muito silício). Também o colocam sobre páginas de livros velhos para protegê-los de deterioração e na agricultura biológica a cavalinha macerada, seu pó ou decocção é usada para controle de pragas. Na cosmética, é reforçador de unhas e ajuda na prevenção de estrias e rugas por ter, como vimos, muito silício. Este metal participa da formação de glucosaminaglicanos, essenciais para o metabolismo de ossos e cartilagens. FRANCO, L.C.L.; LEITE, R. C. Fitoterapia para a Mulher. Corpomente, Curitiba, 375p. 2004. O livro abrange assuntos como amamentação, miomas, leucorréia, esterilidade, distúrbios menstruais, climatério, frigidez, mostrando as plantas que atuam nestas patologias. Luis Carlos Leme Franco, Médico (Curitiba, PR), 2004. Fonte: http://ci-67.ciagri.usp.br/pm/index.asp |
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